Abril 11, 2008...7:44 pm

XXVI. Bêbado

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A garrafa e as borbulhas
chamam o bebado pelo gargalo:
- Vem cá, meu belo,
vem beber-me as bolhas.

Lá vai o trolha,
afogar-se num mar de cerveja
e navegar na placidez da aguardente.

Sai a tropeçar,
isso as garrafas não disseram,
que a rua girava e a mão não responderia.

Cai na calçada do bêbado
e esta lhe rouba três dentes.

O sol o acorda, com o toque ardente
no pescoço, o sol vai alto.
A pessoas lhe soltam um mar
de impropérios sussurados.

Agora a cabeça é bigorna.
Volta para a toca
a esconder-se da luz.

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